segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Flunimed


Com os fatos ocorridos essa semana, envolvendo o Fluminense, parei pra pensar: até onde vai o poder de um patrocinador? Um patrocinador de um clube injeta dinheiro no mesmo para que seu nome esteja sempre pairando sobre TV, Internet, estádio, sede do clube etc. A propaganda feita pelo clube gera receitas milionárias à empresa que o patrocina. Mas será que vale a pena dar tanto poder a um patrocinador?

No Fluminense temos um belo exemplo de influência de patrocinador nos assuntos internos do clube. Tudo bem que o dinheiro dado pela Unimed ajuda (e muito) o Tricolor carioca. A Unimed investe milhões e milhões graças a seu presidente Celso Barros, que é tricolor fanático e desde 1999 dá uma "forcinha" ao Flu.

Se Celso apenas passasse o dinheiro do patrocínio ao Fluminense, seria normal. Mas não é assim que acontece. Ele simplesmente interfere dentro do clube. Sugere contratações, veta contratações, paga salários astronômicos, demite treinador. Esse é o poder dele dentro das Laranjeiras. Por ser um torcedor e por ter dinheiro, Celso Barros acha que tem direito a opinar sobre tudo dentro do clube. Clube esse que se sujeita a isso, e aceita tranquilamente as imposições do presidente da Unimed.

O Fluminense é um clube grande e não precisa se expor a todos esses problemas causados pelo seu patrocinador. Só quem realmente manda pode impor alguma coisa. No caso do Tricolor, o seu presidente, Peter Siemsen. Mas o mandatário passa seu poder a Celso Barros, que acaba sendo um segundo presidente.

Pensemos agora... Por que Celso Barros não constrói um centro de treinamento de primeiro mundo para o time que tanto ama ao invés de pagar milhões e milhões a alguns jogadores que mal vestem a camisa tricolor? É... Existem dúvidas que nasceram sem respostas. Só o tempo pode dar um jeito de respondê-las.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Pretensões Cruzmaltinas

O período futebolístico de 2012 já começou. Pré-temporadas, amistosos, contratações, planejamentos... Todas essas palavras chaves que fazem parte do dicionário futebolístico no início do ano. Tem tudo pra ser mais um ótimo ano para o futebol brasileiro, em especial o futebol carioca. Futebol esse que vem se reafirmando no cenário nacional desde a conquista da Copa do Brasil pelo Flamengo, em 2006. De lá pra cá dois cariocas foram campeões brasileiros e da Copa do Brasil, e o Rio de Janeiro viu o seu renascimento no cenário nacional através dessas grandes conquistas.

Um dos grandes clubes do Rio e do Brasil, o Vasco da Gama, vem se reforçando para fazer um ano ainda melhor do que foi o passado, onde voltou a conquistar um título após oito longos anos de jejum. A torcida voltou a ter esperanças num time que antes estava muito desacreditado, cabisbaixo, mas sedento por um título. E essa tão desejada conquista veio em grande estilo. O título da Copa BR 2011 levou o Vasco de volta à Libertadores da América, que já fora conquistada em 1998 pelos cruzmaltinos. O sonho do torcedor vascaíno é levar novamente o caneco continental para São Januário. Mas não será uma tarefa tão fácil. Outros times que também disputarão a competição se reforçaram muito bem, ou mantiveram suas boas bases de 2011. O Vasco começa seu ano sem Rodrigo Caetano, que foi para o Fluminense. Rodrigo era o mandatário do futebol vascaíno. Ele reorganizou a bagunça deixada por Eurico Miranda que ainda não havia sido contornada por Roberto Dinamite. Todo o planejamento do futebol passava por uma avaliação profunda do dirigente. Deixá-lo sair foi um erro muito grande da diretoria do Vasco.

As contratações feitas mostram o planejamento do Vasco. Querem um time experiente, rodado, que saiba jogar a Libertadores. A rodagem desses jogadores mesclada com a juventude de outros pode trazer bons frutos. Cristóvão Borges tentará armar um time equilibrado, rápido e inteligente. Com a ajuda dos líderes Dedé, Juninho e Felipe, o técnico tem tudo para fazer um bom trabalho em 2012. Ainda existe a possibilidade de Ricardo Gomes voltar ao comando da equipe, com Cristóvão o auxiliando. Ricardo se recupera de um AVC e ainda não sabe se voltará à beira do gramado de São Januário.

Ter um ano melhor ou igual ao passado é o objetivo do Vasco. "Sua imensa torcida bem feliz" aguarda novas conquistas e continua apoiando até o fim.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Crise



Crise no Flamengo. Parece clichê, parece modinha, parece chover no molhado, mas não dá pra fugir disso. Quando se tem um clube grande, com a dimensão que tem o Flamengo, problemas são normais. É até estranho quando não há. É um clube de massa, de torcida fanática, de torcedor chato que não gosta de perder nem no par ou ímpar. E é assim que tem que ser mesmo. Quem não é cobrado, não obtém resultado. Só que essa cobrança toda, por muitas vezes, é excessiva. Tudo fica maior no Flamengo. Se um jogador falta um treino, em qualquer clube, ele foi resolver problemas particulares. Se for um jogador do Flamengo, é irresponsável, marqueteiro, pilantra etc. A mídia adora o Flamengo, e por adorá-lo, traz sérios danos a ele.

O que vem acontecendo é o seguinte: as pessoas que "mandam" no Flamengo não conseguem se entender. Luxemburgo pede uma coisa. Veloso apoia. Michel Levy veta. Patrícia Amorim encontra um jeito de favorecer a todos. Ou seja, tenta fazer com que Luxa, Veloso e Levy se entendam. E essa atitude dela muitas vezes prejudica o andamento do Mengo. Por muitas vezes os interesses pessoais falam mais alto na hora de tomar as decisões internas. Cada vez mais o clube fica entregue à pessoas que não querem o bem dele, mas o bem de si.

É ano de eleição no clube, e não sabemos ao certo se os dirigentes estarão do mesmo lado. Afinal, cada um tem um plano diferente. O consenso é quase impossível dentro da Gávea.

O problema envolvendo Ronaldinho e a iminente saída de Thiago Neves para o Fluminense evidenciam a confusão que é hoje o Flamengo. Ao ponto de um jogador prometer que está fechado com o clube e arrumar outro para jogar seu futebol. A desorganização do futebol rubro-negro traz sérias consequências dentro das quatro linhas. Com um elenco limitado, o Fla vê cada vez mais longe o título da Libertadores, já que seus rivais na competição têm se reforçado cada vez mais. Há ainda a possibilidade de perder Ronaldinho. Seria um baque para o torcedor. E R10 poderia se transferir logo para o Corinthians, clube que também tentará o título da Libertadores. Sem reforços, um fracasso seria previsível. Seria desastroso, pois o time ficaria apenas com o Campeonato Brasileiro pela sua frente, e a pressão em cima dos jogadores seria maior ainda. A torcida exigiria o título com bombas, armas e lanças.

O ano de 2011 ensinou sérias lições ao Fla, que tenta não repetir os mesmos erros. Mas é importante lembrar que esse ano é um ano especial. Ano de centenário do futebol. Ninguém quer que esse ano passe desapercebido. Reforçar o time é essencial.

Não há mais tempo a perder. A Libertadores é logo ali, e ganhá-la com Welinton, Airton e Jael torna-se uma tarefa cada vez mais impossível. Abre o olho, Patrícia.

A volta.


Olá, meus caros. Aqui estou eu de volta, após quase um ano e meio sem qualquer postagem. Sentia muita falta de escrever. É o que eu gosto, é o que me dá prazer.

Volto pra falar sobre esse lenga-lenga envolvendo Thiago Neves. Flamengo, Fluminense e Al-Hilal estão envolvidos nessa super novela, com requintes de novela mexicana. A mídia online tem ficado meio confusa sobre esse assunto. Há uma semana, davam como certa a permanência de Thiago Neves no Flamengo. Hoje o panorama mudou. Dizem que Thiago almoçou com o presidente da Unimed, parceira do Flu, e acertou sua volta às Laranjeiras. O empresário do jogador nega tudo. E agora? Em quem devemos acreditar?

Acho que o próprio Thiago deveria vir a público e esclarecer toda essa situação. O Flamengo diz não desistir do negócio. O Fluminense diz ter concluído a negociação. O que não se deve esquecer é que os dois clubes já começaram seu trabalho de pré-temporada e estão sedentos pela Libertadores 2012. Vale lembrar que o Fla tem um compromisso dia 25, em Potosí, a mais de 4 mil metros acima do nível do mar. Fechar o elenco, pelo menos pro início da temporada, é fundamental. Isso deve ser feito logo, pois a Libertadores já bate à porta.

Thiago Neves cai bem em qualquer time do Brasil. É titular em qualquer um deles. O Tricolor fez boas contratações, manteve sua base, mas um jogador do nível do Thiago dispensa comentários. Já o Rubro-Negro, se vier a perder seu jogador para o rival não vai só perder um grande meia(que foi o melhor jogador do time em 2011), mas vai estar dando uma bela arma para o Flu, que vai se afirmando como um belo time que promete dar grandes alegrias aos seus torcedores.

Só mais um recado... Decida-se, Thiago Neves! Mais de 30 milhões de torcedores aguardam sua resposta. Não é legal ficar iludindo torcedor. Ou vai, ou racha.