Crise no Flamengo. Parece clichê, parece modinha, parece chover no molhado, mas não dá pra fugir disso. Quando se tem um clube grande, com a dimensão que tem o Flamengo, problemas são normais. É até estranho quando não há. É um clube de massa, de torcida fanática, de torcedor chato que não gosta de perder nem no par ou ímpar. E é assim que tem que ser mesmo. Quem não é cobrado, não obtém resultado. Só que essa cobrança toda, por muitas vezes, é excessiva. Tudo fica maior no Flamengo. Se um jogador falta um treino, em qualquer clube, ele foi resolver problemas particulares. Se for um jogador do Flamengo, é irresponsável, marqueteiro, pilantra etc. A mídia adora o Flamengo, e por adorá-lo, traz sérios danos a ele.
O que vem acontecendo é o seguinte: as pessoas que "mandam" no Flamengo não conseguem se entender. Luxemburgo pede uma coisa. Veloso apoia. Michel Levy veta. Patrícia Amorim encontra um jeito de favorecer a todos. Ou seja, tenta fazer com que Luxa, Veloso e Levy se entendam. E essa atitude dela muitas vezes prejudica o andamento do Mengo. Por muitas vezes os interesses pessoais falam mais alto na hora de tomar as decisões internas. Cada vez mais o clube fica entregue à pessoas que não querem o bem dele, mas o bem de si.
É ano de eleição no clube, e não sabemos ao certo se os dirigentes estarão do mesmo lado. Afinal, cada um tem um plano diferente. O consenso é quase impossível dentro da Gávea.
O problema envolvendo Ronaldinho e a iminente saída de Thiago Neves para o Fluminense evidenciam a confusão que é hoje o Flamengo. Ao ponto de um jogador prometer que está fechado com o clube e arrumar outro para jogar seu futebol. A desorganização do futebol rubro-negro traz sérias consequências dentro das quatro linhas. Com um elenco limitado, o Fla vê cada vez mais longe o título da Libertadores, já que seus rivais na competição têm se reforçado cada vez mais. Há ainda a possibilidade de perder Ronaldinho. Seria um baque para o torcedor. E R10 poderia se transferir logo para o Corinthians, clube que também tentará o título da Libertadores. Sem reforços, um fracasso seria previsível. Seria desastroso, pois o time ficaria apenas com o Campeonato Brasileiro pela sua frente, e a pressão em cima dos jogadores seria maior ainda. A torcida exigiria o título com bombas, armas e lanças.
O ano de 2011 ensinou sérias lições ao Fla, que tenta não repetir os mesmos erros. Mas é importante lembrar que esse ano é um ano especial. Ano de centenário do futebol. Ninguém quer que esse ano passe desapercebido. Reforçar o time é essencial.
Não há mais tempo a perder. A Libertadores é logo ali, e ganhá-la com Welinton, Airton e Jael torna-se uma tarefa cada vez mais impossível. Abre o olho, Patrícia.
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