Com os fatos ocorridos essa semana, envolvendo o Fluminense, parei pra pensar: até onde vai o poder de um patrocinador? Um patrocinador de um clube injeta dinheiro no mesmo para que seu nome esteja sempre pairando sobre TV, Internet, estádio, sede do clube etc. A propaganda feita pelo clube gera receitas milionárias à empresa que o patrocina. Mas será que vale a pena dar tanto poder a um patrocinador?
No Fluminense temos um belo exemplo de influência de patrocinador nos assuntos internos do clube. Tudo bem que o dinheiro dado pela Unimed ajuda (e muito) o Tricolor carioca. A Unimed investe milhões e milhões graças a seu presidente Celso Barros, que é tricolor fanático e desde 1999 dá uma "forcinha" ao Flu.
Se Celso apenas passasse o dinheiro do patrocínio ao Fluminense, seria normal. Mas não é assim que acontece. Ele simplesmente interfere dentro do clube. Sugere contratações, veta contratações, paga salários astronômicos, demite treinador. Esse é o poder dele dentro das Laranjeiras. Por ser um torcedor e por ter dinheiro, Celso Barros acha que tem direito a opinar sobre tudo dentro do clube. Clube esse que se sujeita a isso, e aceita tranquilamente as imposições do presidente da Unimed.
O Fluminense é um clube grande e não precisa se expor a todos esses problemas causados pelo seu patrocinador. Só quem realmente manda pode impor alguma coisa. No caso do Tricolor, o seu presidente, Peter Siemsen. Mas o mandatário passa seu poder a Celso Barros, que acaba sendo um segundo presidente.
Pensemos agora... Por que Celso Barros não constrói um centro de treinamento de primeiro mundo para o time que tanto ama ao invés de pagar milhões e milhões a alguns jogadores que mal vestem a camisa tricolor? É... Existem dúvidas que nasceram sem respostas. Só o tempo pode dar um jeito de respondê-las.
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